Apesar de todo o alarido e dos avanços institucionais, a agenda ambiental demora a entrar realmente em pauta
Os estudantes brasileiros não se interessam por temas como sustentabilidade e meio ambiente. Lamentável, o dado consta de pesquisa realizada pelo Ministério da Educação, em parceria com instituições diversas. Aparentemente, apesar de todo o alarido e dos avanços institucionais, a agenda ambiental demora a entrar realmente em pauta.
Relatório Nacional da Semana da Escuta das Adolescências nas Escolas, realizado pelo MEC (Ministério da Educação), em parceria com Consed (Conselho Nacional de Secretários de Educação), Undime (União dos Dirigentes Municipais de Educação) e Itaú Social, revela que sustentabilidade e meio ambiente estão entre os conteúdos menos valorizados pelos adolescentes, em todas as faixas etárias pesquisadas.
Na banda civilizada do mundo, ecologia é assunto sério. O acordo entre Mercosul e União Europeia, por exemplo, impõe regras claras ao Brasil: se um produto vier de zonas recentemente desmatadas, simplesmente poderá não entrar no mercado europeu com privilégios e reduções de tarifas.
Desmatamento desenfreado, exploração ilegal de madeira e a pesca predatória preocupam os europeus. Para abrir as portas e os portos do velho mundo para os produtos do agronegócio brasileiro, eles querem a garantia de que a agenda verde ultrapassa as boas intenções do governo de turno, supera mero artifício de retórica.
Verdade é que os órgãos fiscalizadores da brava gente sofreram com o esvaziamento progressivo, anos a fio. Na falta de qualquer vigilância mais consistente, o extrativismo predatório ganhou terreno. Os novos rumos adotados pelo País com a eleição de correm atrás do prejuízo.
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