EDITORIAL: Combate ao feminicídio
A segunda fase da Operação Mulher Segura tem atuação centrada em educação, acolhimento e repressão
As instituições que integram a rede de enfrentamento à violência contra a mulher em Sergipe participaram, na quarta-feira (29), de um encontro promovido no auditório da Casa da Mulher Brasileira, em Aracaju.
A iniciativa integra a segunda edição da Operação Mulher Segura e reuniu representantes das forças de segurança pública, do sistema de Justiça e da rede de proteção para discutir estratégias de prevenção, aprimorar o atendimento às vítimas e fortalecer as ações integradas de combate ao feminicídio.
Embora o número de casos ainda não aponte a tendência de queda, o combate é diário, não cessa. E se atém à raiz do problema. A segunda fase da Operação Mulher Segura tem atuação centrada em educação, acolhimento e repressão.
Na primeira edição de 2026, realizada nos meses de fevereiro e março, foram registradas 52 prisões, sendo 35 em flagrante e 17 em cumprimento de mandados judiciais contra agressores.
Durante a primeira fase da mobilização, também foram promovidas ações educativas que alcançaram mais de 5,7 mil pessoas em diferentes municípios sergipanos, além do acompanhamento de 83 medidas protetivas de urgência e do atendimento a 311 vítimas pelas unidades policiais do estado.
O feminicídio é, também, uma questão de educação, sem solução de curto prazo.
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