EDITORIAL: Tranquilidade nos festejos
Um efetivo de cerca de quatro mil homens garantiu a tranquilidade nos espaços púbicos de festa, com a bênção de todos os santos
No que dependeu da Secretaria de Segurança Pública, o único papoco capaz de assustar os sergipanos durante os festejos juninos foi produto dos fogos de artifício. No planejamento apresentado pelas forças de segurança, um efetivo de cerca de quatro mil homens garantiu a tranquilidade nos espaços púbicos de festa, com a bênção de todos os santos.
Melhor assim. Embora a exceção jamais constitua regra, permanecem vivos na lembrança dos sergipanos episódios lamentáveis, perpetrados pelos homens da Polícia Militar, em períodos de crise econômica e de festas populares.
No auge de uma controversa indisposição com o Governo do Estado, por exemplo, os PM’s utilizaram a vida de milhares de pessoas como moeda de troca e instrumento de retaliação, na forma de boicote declarado ao Pré-Caju. À época, convém mencionar, Sergipe era o segundo estado em remuneração da Polícia Militar no país inteiro.
Felizmente, o flerte com o caos e a desordem ficou para trás. A atenção declarada à nobre missão de olhar pela segurança dos sergipanos, na capital e no interior, tem o potencial de restaurar uma relação de confiança indispensável entre os servidores públicos da segurança e a população. Ainda bem.
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