Escândalo do Banco Master é problema do DF, afirma Durigan

Mai 6, 2026 - 03:00
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Escândalo do Banco Master é problema do DF, afirma Durigan

O ministro também afastou qualquer ideia de um socorro automático da União ao BRB, banco controlado pelo Distrito Federal.

Por Redação – de Brasília

Ministro da Fazenda, o advogado Dario Durigan afirmou, nesta terça-feira, que a crise bilionária do Banco de Brasília (BRB), provocada por operações fraudulentas com o Banco Master, é responsabilidade do Governo do Distrito Federal (GDF), e não do governo federal.

Escândalo do Banco Master é problema do DF, afirma Durigan | Dario Durigan é ministro da Fazenda
Dario Durigan é ministro da Fazenda

Durigan afirmou, em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura, que não compete ao Tesouro Nacional usar recursos públicos para salvar bancos, salvo em caso de risco sistêmico reconhecido pelo Banco Central (BC), o que não é o caso do BRB.

— A minha posição sobre isso é bem clara. O problema do BRB é um problema do GDF. Eu não estou dizendo que a União em algum momento não pode entrar, mas é um problema do GDF, a gente não pode esquecer isso. O BRB fez algumas operações, que estão nos jornais, que quebraram o banco — afirmou.

 

Alternativas

O ministro também afastou qualquer ideia de um socorro automático da União ao BRB, banco controlado pelo Distrito Federal, que busca alternativas para recompor seu balanço após prejuízos bilionários ligados ao Banco Master.

— Se não tiver risco sistêmico, se for uma questão de banco com dificuldade, existem os mecanismos para lidar com isso. E aí não tem que se falar em intervenção especial, ajuda do Tesouro, não tem que se falar nisso — pontuou Durigan.

Segundo o ministro, a única hipótese em que o governo poderia cogitar alguma forma de atuação seria a existência de risco sistêmico, isto é, uma ameaça de contaminação do sistema financeiro como um todo.

— Não posso pegar dinheiro público para cobrir um rombo que foi feito com um caso que dizer que mal-explicado é o mínimo — acrescentou.

 

Operação

Durigan também não poupou críticas à tentativa do GDF de transferir o problema para a esfera federal. Para ele, há alternativas que passam pelo próprio Fundo Constitucional do Distrito Federal, abastecido com recursos da União. Ao ser questionado sobre como isso poderia ocorrer, respondeu que o Fundo Constitucional do GDF poderá garantir a operação, “se for o caso”.

Durigan também classificou o caso Banco Master como extremamente grave e repetiu avaliação do ministro Fernando Haddad de que se trata do “maior escândalo financeiro do nosso sistema financeiro”. O ministro atribuiu a “responsabilidade primordial” à gestão anterior do Banco Central, comandada por Roberto Campos Neto, indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.

— Acho que a responsabilidade primordial, pode ter outras, é de quem acompanhou esse processo no Banco Central, da autorização até as últimas aprovações de aquisição de bancos, que foi de 2019 a 2024, na gestão do presidente do BC anterior — resumiu.

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