Greve de professores da rede privada continua após audiência no TRT-MG terminar sem acordo
A greve dos professores de escolas particulares de Belo Horizonte e Região Metropolitana, iniciada em 16 de setembro, continua após uma audiência de conciliação terminar sem acordo nesta segunda-feira (21), no Tribunal Regional do Trabalho de Minas Gerais (TRT-MG). Uma nova assembleia da categoria será realizada nesta terça-feira (22), às 9h30, para discutir a continuidade da paralisação.
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A reunião no TRT-MG reuniu representantes do Sindicato dos Professores do Estado de Minas Gerais (Sinpro Minas) e do Sindicato das Escolas Particulares de Minas Gerais (Sinepe-MG), mas não houve consenso sobre os termos.
A reivindicação dos professores que originou a greve é referente a renovação da atual Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), vencida desde março deste ano. Para a categoria, esse documento prevê uma série de direitos que a CLT não garante, e sem a sua renovação, os professores podem perder conquistas como o piso salarial, isonomia, bolsas de estudo, férias coletivas, limite de duração de aula e mais de 50 cláusulas atualmente aplicadas à categoria.
Proposta apresentada durante a audiência
Segundo o Sinpro Minas, o Sinepe-MG admitiu a possibilidade de manter uma única convenção coletiva para os professores, já que antes a entidade queria os dividir entre professores do ensino básico e professores do fundamental. Essa divisão, segundo o Sinpro, enfraqueceria a categoria, que se enxerga como uma só.
Apesar da concessão, o Sinepe condicionou o acordo à alteração de duas cláusulas, sendo elas o fim da equiparação salarial e a mudança da indenização por redução de carga horária. Tais solicitações foram rejeitadas pelo Sinpro, mas a categoria se reunirá novamente nesta terça-feira, às 9h30, no auditório da Fundação de Educação, Artes e Cultura (Fundac), para discutir a proposta.
O Sinepe-MG afirmou em nota que sua proposta não prevê a retirada de direitos dos professores e também informou que as escolas particulares mineiras seguem, em sua maioria, abertas, com paralisações concentradas em instituições específicas.
Discussão segue para o TRT
Com o impasse nas discussões e a falta de acordo, a negociação será levada ao Tribunal Regional do Trabalho, com data a ser definida.
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