Guerra no Oriente Médio é principal razão para aumento de combustível

Mar 14, 2026 - 01:00
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Guerra no Oriente Médio é principal razão para aumento de combustível

Até o momento, segundo Chambriard, não há previsão de reajuste da gasolina.

Por Redação – do Rio de Janeiro

Presidente da Petrobras, a engenheira Magda Chambriard atribuiu o aumento no preço do diesel anunciado nesta sexta-feira à guerra no Oriente Médio. Aos jornalistas, nesta tarde, a executiva afirmou que, diante desse cenário, os preços estão sob monitoramento e avaliação diários.

Guerra no Oriente Médio é principal razão para aumento de combustível | A engenheira Magda Chambriard preside a Petrobras, maior petroleira da América Latina
A engenheira Magda Chambriard preside a Petrobras, maior petroleira da América Latina

Até o momento, segundo Chambriard, não há previsão de reajuste da gasolina.

Mesmo diante das incertezas no cenário internacional, a Petrobras informa que tem cumprido as entregas e oferecido às distribuidoras um fornecimento até mesmo acima do pactuado. Por isso, a estatal garante que não há falta de combustíveis ou qualquer justificativa para aumentos abusivos aos consumidores finais.

— Nossa preocupação continua a mesma, não passar para a sociedade um nervosismo desnecessário — afirmou a presidente da Petrobras.

 

Alíquotas

Segundo Chambriard, o diesel vinha em uma trajetória de redução de preço nos últimos anos e precisou ter um acréscimo por conta da guerra.

— A guerra foi o fator determinante para esse aumento. Eu estava, 20 dias atrás, com tendência de queda de preço — pontuou.

A executiva acrescentou que o aumento seria ainda maior se não fossem as medidas tomadas pelo governo federal, que zerou as alíquotas do PIS e do Confins sobre a importação e comercialização do diesel.

 

Alívio

De acordo com cálculos do Ministério da Fazenda, a suspensão dos impostos federais representa alívio de R$ 0,32 por litro no preço do diesel. Além disso, o governo assinou medida provisória (MP) com subvenção ao diesel para produtores e importadores.

Sem as medidas de proteção ao mercado nacional, o aumento precisaria ser de R$ 0,70, que seriam repassados integralmente às distribuidoras. Com as medidas adotadas pelo governo federal, foi possível que esse valor caísse, na prática, para apenas R$ 0,06.

— O governo agiu tempestivamente, transformando um acréscimo de R$ 0,70 em um acréscimo irrisório, praticamente nenhum, de R$ 0,06 — destacou Chambriard.

Para o consumidor final, o impacto dos R$ 0,06 deve ser ainda menor, uma vez que o diesel é misturado ao biodiesel. O preço final, no entanto, depende de decisões dos postos de gasolina.

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