GUIADOS PELA PALAVRA DE DEUS, VIVEMOS EM CRISTO E DEMONSTRAMOSNOSSA FÉ NO AMOR AO PRÓXIMO
“Que a graça e a paz de Deus, o nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo estejam com vocês! (Filipenses 1.2).”
Todos os dias precisamos tomar decisões. Algumas são simples; outras envolvem conflitos, injustiças e mágoas. Precisamos perguntar: o que orienta nossa vida? Muitas vezes, seguimos opiniões, sentimentos ou o desejo de retribuir o mal. A Palavra de Deus nos chama a viver de outra maneira. Por exemplo neste final de semana todos os brasileiros aptos a votar, devem decidir por um ou outro candidato.
Mas, vejamos, os textos bíblicos de hoje (Salmo 1 – Levítico 19.1-2,15-18 – 1 Tessalonicenses 2.1-13 – Mateus 22.34-46), mostram que a fé cristã não se limita a frequentar os cultos ou conhecer passagens da Bíblia. A Palavra do Senhor quer orientar nossos pensamentos, palavras, decisões e relacionamentos. Por isso que os textos de hoje, são tão importantes. Vejamos: O Salmo 1 mostra onde encontramos orientação e o que acontece com quem não segue a Deus; Levítico 19 ensina como viver diante de Deus e do próximo, também nos mostra que quem está em Deus agora vive uma vida diferente; Paulo em 1 Tessalonicenses 2, apresenta o exemplo de um serviço cristão sincero; e Jesus em Mateus 22 resume a Lei no amor a Deus e ao próximo, revelando também que ele é o Cristo e Senhor.
Por isso, refletimos sobre o tema: “Guiados pela Palavra de Deus, vivemos em Cristo e demonstramos nossa fé no amor ao próximo.”
- GUIADOS PELA PALAVRA DE DEUS, ENCONTRAMOS O CAMINHO DA VIDA — SALMO 1 – apresenta dois caminhos. De um lado está a pessoa que se deixa orientar pelo conselho dos maus; de outro, aquela que encontra prazer na Lei do Senhor e nela medita dia e noite. Eis uma pergunta: Qual lado tem consumido o teu tempo?
No trabalho, podemos ser tentados a mentir para obter vantagens. Na família, podemos alimentar ressentimentos. Nas redes sociais, podemos compartilhar acusações sem verificar se são verdadeiras. Até na igreja, podemos cair na fofoca, na impaciência e no julgamento precipitado. Por isso, precisamos perguntar: minhas decisões são guiadas pela Palavra de Deus ou pelos desejos do meu coração?
O salmista compara quem se alegra na Palavra a uma árvore plantada junto a um riacho, que dá fruto no tempo certo e cujas folhas não murcham. Assim como a árvore recebe sustento, nossa fé é alimentada pela Palavra; não permanecemos firmes pela própria força, mas pelas promessas de Deus.
Meditar na Palavra dia e noite não significa ler a Bíblia a cada instante. Bom seria! Mas na prática é permitir que ela oriente nossa vida. Podemos ler a Bíblia pela manhã, orar antes de uma decisão e buscar nas Escrituras orientação para nossos relacionamentos.
O salmo não promete uma vida sem sofrimento. O cristão também enfrenta doenças, perdas, preocupações e conflitos. A promessa é que o Senhor conhece o caminho dos seus e não os abandona. Não produzimos frutos para conquistar a salvação: somos pecadores e não alcançamos justiça perfeita diante de Deus. Nossa esperança está em Jesus Cristo, que morreu e ressuscitou por nós. Nele vivemos e nos movemos dia a noite. Pela fé, recebemos perdão; as boas obras são frutos dessa fé, não o preço da salvação.
Quando reconhecemos que seguimos nossos próprios desejos e nos afastamos da vontade de Deus, somos chamados ao arrependimento. Não precisamos esconder nossos pecados nem justificá-los. Podemos confessá-los e confiar no perdão oferecido por Cristo. Enraizados na Palavra, recebemos direção e consolo para viver diariamente. - ENTÃO, GUIADOS PELA PALAVRA, VIVEMOS EM SANTIDADE E AMAMOS O PRÓXIMO — LEVÍTICO 19.1-2,15-18 – Deus ordena ao seu povo: “Sejam santos, pois eu, o Senhor, o Deus de vocês, sou santo”. A santidade não deveria aparecer apenas nas cerimônias religiosas, mas também na maneira como as pessoas tratavam umas às outras. Deus chama seu povo a viver de acordo com sua vontade. Visto que ser Salvo e guiados por Deus nos torna Santos, e parecido ao nosso Deus, pois Ele nos molda e transforma. Aqui o texto não está dizendo que as tuas obras serão a tua força e salvação, mas que Deus completa tudo em nós por ser Ele Santo e nos assim seremos, pois é Deus quem nos santifica. Importante: O texto proíbe a injustiça nos julgamentos, a parcialidade, a exploração, o ódio e a vingança. Também ordena que o povo ame o próximo como a si mesmo. Na família, no trabalho e na igreja, agimos com honestidade: cumprimos compromissos, pagamos o que devemos, respeitamos o trabalho alheio e não tiramos proveito da necessidade de ninguém. Deus também trata do nosso coração. Ele proíbe que alimentemos ódio e ressentimento. É fácil falar de amor quando tudo está bem; a dificuldade aparece quando somos ofendidos. Podemos guardar mágoa, falar mal da pessoa ou esperar uma oportunidade para revidar. A Palavra nos chama a outro caminho.
Imagine que alguém da congregação faça um comentário que nos machuque. Podemos evitá-lo e contar a outras pessoas, aumentando a distância e o conflito. Ou podemos procurar uma conversa respeitosa, falar com sinceridade e buscar a paz. Amar não significa aprovar tudo, esconder injustiças ou abandonar a verdade. Às vezes, o amor exige corrigir com respeito e proteger quem está sendo prejudicado. O perdão não significa que a confiança será restaurada imediatamente, mas nos chama a abandonar a vingança.
Ao ouvirmos esse mandamento, porém, precisamos reconhecer nossa culpa. Nem sempre agimos com justiça; muitas vezes exigimos compreensão, mas não compreendemos; desejamos perdão, mas temos dificuldade para perdoar. A Lei de Deus revela como deveríamos viver e mostra nosso pecado. Precisamos da graça divina. Jesus Cristo cumpriu perfeitamente a vontade do Pai. Ele amou sem pecar e entregou sua vida por pecadores. Na cruz, levou nossa culpa e abriu o caminho do perdão. Por isso, não praticamos boas obras para conquistar o amor de Deus. Em Cristo, recebemos esse amor gratuitamente e somos chamados a viver em santidade, justiça e amor ao próximo. - VISTO QUE RECEBEMOS A PALAVRA E SERVIMOS AO PRÓXIMO COM SINCERIDADE — 1 TESSALONICENSES 2.1-13 – Paulo recorda como ele e seus companheiros anunciaram o Evangelho. Eles não agiram por engano, impureza ou desejo de obter vantagens. Não procuraram agradar às pessoas por meio de bajulação, mas falaram como pessoas encarregadas por Deus de anunciar sua mensagem. Esse testemunho nos ensina que nossas ações e nossas intenções precisam ser bem orientadas. Do contrário, podemos ajudar alguém para receber elogios ou até mesmo servir na igreja em busca de reconhecimento. Paulo descreve seu cuidado pelos tessalonicenses como o de uma mãe que cuida carinhosamente dos filhos. Ele estava disposto não apenas a compartilhar o Evangelho, mas também a própria vida. Mais adiante, compara sua orientação à de um pai que aconselha, encoraja e ensina os filhos a viverem de modo digno de Deus. Também lembra que trabalhou para não ser um peso para a comunidade e que agiu com santidade, justiça e integridade.
A fé cristã se expressa em cuidado concreto. Na família, demonstramos amor com presença, paciência, escuta e responsabilidade. Na igreja, podemos visitar quem está sozinho, acolher quem sofre, acompanhar pessoas em dificuldades e oferecer ajuda sem esperar reconhecimento. Muitos serviços importantes acontecem longe dos olhares, numa visita, numa conversa atenciosa ou numa ajuda prática.
Paulo afirma ainda que os tessalonicenses receberam a mensagem não como simples palavra humana, mas como Palavra de Deus, que atua nos que creem. O poder da vida cristã não depende da eloquência do pregador ou da capacidade humana de convencer. O Evangelho anuncia Jesus crucificado e ressuscitado para nossa salvação. Por meio dessa Palavra, o Espírito Santo chama à fé e fortalece os que creem.
Por isso, não devemos separar o cuidado do anúncio do Evangelho. Ajudar quem passa necessidade e compartilhar a esperança de Cristo são importantes. A igreja atende necessidades reais sem perder o centro de sua missão: anunciar Cristo e repartir seus dons. Quando alguém atravessa uma semana difícil, podemos ouvir, ajudar de modo concreto, orar com essa pessoa e lembrá-la das promessas de Deus.
Servimos não para sermos admirados, mas porque a Palavra recebida pela fé nos conduz a uma vida de serviço sincero, humilde e responsável. - EM CRISTO, APRENDEMOS A AMAR A DEUS E AO PRÓXIMO — MATEUS 22.34-46 – aqui é interessante, pois um especialista na Lei pergunta a Jesus qual é o maior mandamento. Jesus responde que devemos amar o Senhor nosso Deus de todo o coração, de toda a alma e de todo o entendimento. O segundo é semelhante: amar o próximo como a nós mesmos. Toda a Lei e os ensinamentos dos profetas dependem desses mandamentos. O amor a Deus e ao próximo não pode ser separado. Não podemos dizer que amamos o Senhor enquanto desprezamos as pessoas que ele nos chama a servir. Contudo, Jesus não ensina que conquistamos a salvação por nossas obras de amor. A Lei revela a vontade perfeita de Deus, mas também mostra que não amamos perfeitamente nem a Deus nem ao próximo. Precisamos de um Salvador.
Depois, Jesus pergunta aos fariseus de quem o Cristo é filho. Eles respondem que é filho de Davi. Então Jesus cita o Salmo 110, no qual Davi chama o Cristo de Senhor. Como o Messias pode ser filho de Davi e, ao mesmo tempo, ser chamado por ele de Senhor? Jesus mostra que o Cristo prometido é mais do que um descendente humano do rei: ele é o Senhor. Jesus é verdadeiro homem, descendente de Davi, e o Filho de Deus, que veio nos salvar. Jesus não é apenas um mestre que nos ensina a amar; é o Salvador que nos amou primeiro. Na cruz, entregou-se por pecadores e levou nossa culpa. Ressuscitado, oferece perdão e vida eterna. Pela fé, somos reconciliados com Deus. Nosso amor não compra a salvação; é resposta à graça recebida.
Como isso se manifesta diariamente? Quando alguém nos ofende, lembramos que também precisamos do perdão de Deus. Quando podemos ajudar, procuramos servir de maneira responsável. Quando encontramos alguém necessitado, não usamos a fé como desculpa para a indiferença. Quando precisamos corrigir um erro, buscamos falar a verdade com amor. E, quando falhamos, confessamos o pecado e voltamos às promessas de Cristo. Assim, a fé se manifesta no cotidiano não como tentativa de conquistar o favor de Deus, mas como fruto da confiança em Jesus.
COM ISSO NÓS CONCLUÍMOS QUE – Os quatro textos nos conduziram por um caminho claro. O Salmo 1 nos ensina a permanecer enraizados na Palavra de Deus. Levítico 19 nos chama à santidade, à justiça e ao amor ao próximo. Em 1 Tessalonicenses 2, vemos que a Palavra recebida pela fé nos conduz a servir com sinceridade. Em Mateus 22, Jesus resume a vontade de Deus no amor ao Senhor e ao próximo e revela que ele é o Cristo e Senhor prometido. Ao examinarmos nossa vida, reconhecemos que nem sempre seguimos a Palavra: agimos por interesse, julgamos precipitadamente, guardamos mágoas ou deixamos de ajudar. Nossa esperança, porém, não está na perfeição de nossas obras, mas em Jesus Cristo, que cumpriu a vontade do Pai, morreu por nossos pecados e ressuscitou para nos dar vida. Nele temos perdão e a promessa da vida eterna.
Sustentados por essa graça, somos chamados a viver a fé diariamente. Ao acordar, buscamos a orientação de Deus em sua Palavra. No trabalho, agimos com honestidade. Em casa, demonstramos paciência e cuidado. Diante de uma ofensa, resistimos à vingança e procuramos agir com verdade e amor. Na comunidade, servimos sem esperar reconhecimento. E, quando falhamos, confessamos nosso pecado e confiamos novamente no perdão de Cristo. Não faremos tudo perfeitamente; ainda lutamos contra o pecado e precisamos da misericórdia de Deus. Mas o Senhor nos sustenta por sua Palavra e suas promessas. Que nossa vida esteja enraizada na Palavra, firmada em Cristo e marcada pelo amor ao próximo. Que nossas atitudes não sejam uma exibição de justiça própria, mas sinais de uma fé que descansa em Jesus e deseja servir em cada dia da nossa vida. Amém.
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