Iguá anuncia manutenção a cada 6 dias e moradores têm água por apenas 4
A promessa de eficiência na “Capital do Sertão” foi substituída por um rodízio forçado que gera revolta em Nossa Senhora da Glória. A chegada da nova concessionária, Iguá Sergipe, trouxe um aumento imediato na tarifa, mas a regularidade do serviço regrediu drasticamente.
Atualmente, a matemática do abastecimento na região revela um cenário crítico: a concessionária interrompe o fornecimento, em média, a cada seis dias. Somando o tempo de reparo ao período necessário para a pressurização da rede, a população usufrui de água nas torneiras por apenas quatro dias entre uma falha e outra.
Cronograma Recente de Interrupções
O calendário de manutenções em Glória expõe a fragilidade do sistema e a frequência das falhas na rede de distribuição:
- 16 de março: Interrupção do serviço, com retorno em 18/03.
- 21 de março: Nova parada após apenas três dias de fluxo normal. Retorno em 23/03.
- 31 de março: Mais uma falha registrada na rede. Retorno em 02/04.
- 03 de abril: Novo anúncio de manutenção imediata
Além de Nossa Senhora da Glória, os municípios de Carira, São Miguel do Aleixo, Nossa Senhora Aparecida, Frei Paulo, Pedra Mole, Pinhão, Porto da Folha, Feira Nova, Gararu e Ribeirópolis também serão afetados pela manutenção anunciada no dia 3 de abril. A Iguá informou que houve rompimento na Tubulação de Água Tratada da Adutora Semiárido.
O roteiro de frustração para o cidadão gloriense tornou-se repetitivo. Após o comunicado de manutenção, as famílias precisam aguardar de 48 a 72 horas para que o serviço seja restabelecido. No entanto, quando a pressão finalmente normaliza, a trégua dura pouco. Após cerca de quatro dias de normalidade, a Iguá anuncia um novo reparo, reiniciando o ciclo de desabastecimento.
Comparativo e Fiscalização
Moradores relatam que o município enfrenta uma instabilidade sistemática sem precedentes. Segundo relatos da comunidade, nem nos períodos mais críticos da gestão anterior (Deso) houve uma sequência tão previsível e frequente de interrupções em um curto espaço de tempo.
A lógica da concessão é questionada pela população, que sentiu o impacto do reajuste tarifário logo após a mudança de gestão, enquanto a entrega do serviço sofreu retrocessos. A cobrança por soluções definitivas recai sobre a Agrese (Agência Reguladora de Serviços Públicos de Sergipe). O órgão tem o papel legal de fiscalizar o contrato e garantir que o consumidor não seja prejudicado por manutenções paliativas. Na prática, contudo, a ausência de fiscalização é o que prevalece.
Acionada pelo Jornal de Sergipe para tratar da crise no município, a Agrese mantém-se em silêncio. Já se completa um mês desde o primeiro contato oficial, sem que qualquer retorno tenha sido oferecido à redação.
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