MPPB entra na Jutiça por prédio construído sete metros acima da altura permitida em Cabedelo

Mai 29, 2026 - 13:00
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MPPB entra na Jutiça por prédio construído sete metros acima da altura permitida em Cabedelo



					MPPB entra na Jutiça por prédio construído sete metros acima da altura permitida em Cabedelo
Ministério Público pede embargo da obra em Cabedelo, proibição de venda de unidades e indenização de R$ 5 milhões por danos morais coletivos.. Mabel Pontes

O Ministério Público da Paraíba (MPPB) ajuizou uma ação civil pública contra a prefeitura de Cabedelo e a uma construtora por suposta violação da Lei do Gabarito. O prádio que motiviou a ação está localizado na orla de Ponta de Matos. Segundo o MPPB, o prédio ultrapassou em mais de sete metros a altura máxima permitida na área mais próxima à praia, provocando impactos ambientais, urbanísticos e paisagísticos. O órgão afirma que o empreendimento causa o chamado “efeito barreira” ou “paredão”, que interfere na circulação dos ventos e no sombreamento da praia.


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A ação foi protocolada pelo promotor de Justiça Francisco Bergson Formiga e tramita na 2ª Vara Mista de Cabedelo. Na ação, o Ministério Público pede uma liminar para embargar imediatamente qualquer obra de acabamento, alteração ou acréscimo no edifício, sob pena de multa diária de R$ 50 mil.

O órgão também requer indenização por danos urbanísticos e paisagísticos e o pagamento de R$ 5 milhões por danos morais coletivos. Segundo a ação, o valor deverá ser destinado ao Fundo de Defesa dos Direitos Difusos da Paraíba.

O MPPB também solicita que a construtora seja proibida de anunciar, vender ou transferir unidades do empreendimento. Nesse caso, a multa prevista é de R$ 300 mil por unidade negociada. Outro pedido é para que o Município de Cabedelo não conceda “Habite-se”, alvará de funcionamento ou licença de ocupação para o prédio.

A reportagem não conseguiu falar com a prefeitura de Cabedelo e com a DVA Construtora e Incorporadora Ltda, responsável pelo prédio, alvo da ação.


Irregularidades identificadas em prédio de Cabedelo

De acordo com o Ministério Público, a investigação começou após comunicação da Secretaria de Controle do Uso e Ocupação do Solo de Cabedelo (Secos), que apurava a regularidade da obra. O procedimento também investigou a recusa inicial da construtora em permitir uma medição técnica no local.

Segundo vistoria realizada em maio deste ano pelo Núcleo de Atividade Técnica do MPPB, o prédio ultrapassa em 7,787 metros o limite permitido para a primeira faixa da orla e em 5,307 metros o permitido para a segunda faixa.

Na ação, o promotor argumenta que houve erro no licenciamento e na fiscalização do empreendimento e que os impactos causados atingem a paisagem urbana e a circulação microclimática da região.

Além das medidas urgentes, o MPPB pede, ao final do processo, a demolição e readequação das estruturas construídas acima do limite legal, no prazo de 180 dias.

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