Mulher é presa acusada de envolvimento na morte do ex-marido

Feb 23, 2026 - 09:00
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Mulher é presa acusada de envolvimento na morte do ex-marido

Uma moradora de Odessa, no Texas (EUA), identificada como Sarah Regmund, de 46 anos, foi presa após a polícia descobrir seu envolvimento na morte de seu ex-marido, Joseph Cheffo. O caso gerou repercussão devido à participação de uma organização sem fins lucrativos que defende o “direito de morrer”, a Final Exit Network.

Ela foi detida por supostamente auxiliar o suicídio do ex-marido, Joseph Cheffo, que foi encontrado morto em sua residência no dia 13 de fevereiro. Ele vivia uma realidade de sofrimento extremo desde 2023, quando uma reação adversa a um antibiótico o deixou paralisado e com dores crônicas incapacitantes.

Antes do ocorrido, o ex-casal tentou arrecadar fundos para tratamentos experimentais, mas não obteve o sucesso financeiro necessário. Diante do quadro de saúde irreversível, Cheffo teria decidido tirar a própria vida, contando com o apoio de Regmund, que era sua cuidadora em tempo integral.

De acordo com as investigações policiais e o depoimento da própria acusada, Sarah teria seguido orientações da Final Exit Network para auxiliar no processo de sufocamento de Cheffo. No local, os investigadores encontraram evidências como fita adesiva com fios de cabelo da vítima, uma nota de suicídio impressa por Sarah e o livro “Final Exit”, que serve como guia para o método utilizado.

Prática proibida

No estado do Texas, auxílio ao suicídio é proibido e pode resultar em acusação criminal. A legislação estadual não permite que médicos, familiares ou organizações auxiliem diretamente na morte de uma pessoa, mesmo em casos de doenças graves ou sofrimento intenso. Esse cenário contrasta com o de alguns estados norte-americanos que adotaram leis de “morte digna”, nas quais o paciente pode ter acesso a medicação letal sob condições rígidas e acompanhamento médico formal.

Em território texano, qualquer participação ativa na preparação de um suicídio — como fornecer equipamentos, orientar o método ou facilitar a ação — pode ser enquadrada como crime. A investigação busca esclarecer até que ponto essas orientações foram determinantes para o desfecho.

Como atuam grupos de “direito de morrer”

Organizações que defendem o chamado direito de morrer, como a Final Exit Network, costumam oferecer materiais, livros e suporte remoto para pessoas que cogitam o suicídio em contexto de doença ou sofrimento prolongado. Em geral, essas entidades argumentam que apenas fornecem informação, sem participação direta no ato em si. No entanto, quando o suicídio assistido é ilegal no estado onde o caso ocorre, qualquer tipo de apoio prático pode se tornar alvo de investigação.

No episódio do Texas, materiais relacionados à organização foram encontrados próximos ao corpo do homem, incluindo um livro sobre “saída final” e um bilhete de despedida digitado. A cuidadora afirmou ter mantido contato prévio com representantes do grupo e relatou que teria seguido orientações específicas sobre como proceder antes, durante e após a morte. Entre essas indicadas orientações estaria a recomendação de aguardar um período antes de acionar as autoridades, o que hoje é analisado com atenção por promotores e policiais.

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