Nos EUA, 1 em cada 4 diz que atentado contra Trump foi encenado
Um em cada 4 adultos nos Estados Unidos afirma que o ataque a tiros contra Donald Trump (Partido Republicano) em abril, durante o jantar de jornalistas da Casa Branca, foi encenado. A informação consta em uma pesquisa da empresa NewsGuard, em parceria com a YouGov, divulgada pelo jornal norte-americano Washington Post nesta 2ª feira (11.mai.2026).
O estudo foi realizado com 1.000 adultos de 28 de abril a 4 de maio.
Os resultados mostram divisão partidária. De acordo com a pesquisa, 1/3 dos entrevistados democratas diz acreditar que o evento foi uma farsa. Entre os republicanos, essa proporção é de 1/8.
Jovens de 18 a 29 anos também apresentam maior tendência a duvidar da legitimidade do episódio em comparação a pessoas mais velhas.
Segundo o Washington Post, teorias conspiratórias que circulam na internet alegam falsamente que a administração Trump forjou o incidente para ampliar o apoio ao presidente e ao Partido Republicano.
No entanto, um júri federal em Washington denunciou o suposto atirador, Cole Tomas Allen, por 4 crimes graves, incluindo tentativa de assassinato do presidente. Diante do Tribunal Federal em Washington, Allen disse ser inocente.
O porta-voz da Casa Branca, Davis Ingle, declarou em comunicado citado pelo jornal que “qualquer pessoa que pense que o presidente Trump encenou suas próprias tentativas de assassinato é um completo idiota”.
CONTEXTO
O incidente de abril no hotel Washington Hilton ocorreu depois de outras 2 tentativas de assassinato contra Trump em 2024: uma em um comício em Butler (Pensilvânia) e outra no Trump International Golf Club, em West Palm Beach (Flórida). De acordo com a reportagem do Washington Post, o ceticismo não se limita ao evento mais recente:
- Butler – 24% dos entrevistados afirmam que o ataque foi encenado;
- Flórida – 16% dos entrevistados dizem que o atentado no clube de golfe foi uma farsa.
No total, 21% dos democratas dizem acreditar que os 3 episódios foram forjados, contra 3% dos republicanos e 11% dos independentes.
Sofia Rubinson, editora da NewsGuard, afirmou que os resultados ressaltam a desconfiança dos norte-americanos em relação ao governo e à imprensa.
Joan Donovan, professora da Universidade de Boston ouvida pelo Washington Post, declarou que o cenário reflete a transformação do aparato governamental em uma espécie de “reality show”.
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