O que era vantagem ontem já não convence os trabalhadores de hoje, aponta pesquisa sobre benefícios corporativos

Jun 8, 2026 - 20:00
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O que era vantagem ontem já não convence os trabalhadores de hoje, aponta pesquisa sobre benefícios corporativos

O que era vantagem ontem já não convence os trabalhadores de hoje, aponta pesquisa sobre benefícios corporativos

Mudanças no perfil dos trabalhadores e a convivência de diferentes gerações dentro das empresas têm levado organizações a repensar os modelos tradicionais de benefícios corporativos. Pesquisa realizada pela empresa de recrutamento e seleção Robert Half indica que cresce entre os profissionais o interesse em participar da escolha dos benefícios recebidos, refletindo uma busca maior por autonomia e personalização no ambiente de trabalho.

O levantamento também aponta uma diferença entre os benefícios mais oferecidos pelas empresas e aqueles considerados prioritários pelos trabalhadores. O resultado sugere que parte dos investimentos feitos pelas organizações nem sempre corresponde às demandas percebidas pelos colaboradores.

Especialistas atribuem essa mudança, em parte, à presença simultânea de diferentes gerações no mercado de trabalho. Profissionais mais jovens tendem a valorizar flexibilidade e liberdade de escolha, enquanto trabalhadores em fases mais avançadas da carreira costumam priorizar aspectos relacionados à saúde, estabilidade financeira e apoio familiar. Segundo o vice-presidente da Vólus, Antônio Rodrigues de Faria, as diferenças de perfil entre os trabalhadores têm influenciado as estratégias de gestão de pessoas.

“Hoje as organizações reúnem profissionais com rotinas, prioridades e comportamentos de consumo muito diferentes. O que gera valor para um colaborador pode não ter a mesma relevância para outro. Por isso, cresce a demanda por soluções que ofereçam mais flexibilidade e permitam uma experiência mais alinhada à realidade de cada pessoa”, afirma. Diante desse cenário, modelos de benefícios flexíveis têm ganhado espaço em empresas de diferentes setores.

Nesse formato, os trabalhadores podem direcionar parte dos recursos destinados aos benefícios para categorias que consideram mais relevantes, dentro das regras estabelecidas pela empresa. Defensores do modelo argumentam que a flexibilidade pode aumentar a satisfação dos funcionários e melhorar o aproveitamento dos recursos investidos pelas organizações.

Por outro lado, especialistas em gestão de pessoas apontam que a adoção desse sistema exige planejamento e critérios claros para garantir equilíbrio entre as necessidades individuais e as políticas corporativas. Para Antônio Rodrigues de Faria, a tendência é que a personalização dos benefícios se torne cada vez mais presente nas estratégias empresariais.

“Os consumidores já estão acostumados a personalizar diversos aspectos da vida, desde os serviços financeiros até as plataformas de entretenimento. Essa expectativa também chegou ao ambiente corporativo. Os benefícios flexíveis permitem que as empresas acompanhem essa mudança, atendendo diferentes gerações e estilos de vida de forma mais eficiente e relevante para os colaboradores”, diz.

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