O único destino do país que reúne duas maravilhas mundiais e ainda está na lista de desejos de milhões de brasileiros

A água ensaia o salto quilômetros antes e só avisa quando o barulho toma conta de tudo. Em Foz do Iguaçu, no extremo oeste do Paraná, a natureza e a engenharia humana disputam a atenção do visitante de igual para igual. Poucos lugares no mundo concentram duas maravilhas reconhecidas internacionalmente a menos de meia hora de distância uma da outra.
A história por trás do parque mais famoso do Paraná
Em 1916, Alberto Santos Dumont visitou a região e ficou indignado ao descobrir que as cataratas pertenciam a um particular. Ele foi direto ao governador do Paraná pedir a desapropriação. Em três meses, o estado declarou a área de utilidade pública.
A criação oficial do Parque Nacional do Iguaçu veio em 1939, por decreto de Getúlio Vargas, tornando-o o segundo parque nacional brasileiro. Em 1986, a UNESCO o inscreveu na lista do Patrimônio Natural da Humanidade. Em 2011, as Cataratas foram eleitas uma das 7 Maravilhas Naturais do Mundo. O nome “Iguaçu” vem do povo Mbyá-Guaraní e significa, simplesmente, “água grande.”

Com mais de 185 mil hectares de Mata Atlântica preservada, o parque abriga a maior população de onças-pintadas desse bioma, compartilhada com o Parque Nacional Iguazú, do lado argentino.
O que esperar ao visitar as Cataratas do Iguaçu?
As quedas se estendem por uma frente de 2.700 metros. Do total, 800 metros ficam do lado brasileiro e 1.900 metros do lado argentino. São dezenas de saltos com nomes próprios, como Floriano, Deodoro e Benjamim Constant, mas todos passam para segundo plano perto da Garganta do Diabo. O rugido a poucos metros da borda é algo que nenhuma foto consegue preparar o visitante para enfrentar.

A visita começa no Centro de Visitantes, de onde ônibus panorâmicos levam até o início da trilha. O Parque Nacional do Iguaçu oferece quatro experiências que merecem atenção especial.
- Trilha das Cataratas: percurso principal com mirantes sucessivos até a base da Garganta do Diabo. Leve roupa impermeável, pois a névoa molha mesmo a distância.
- Macuco Safari: passeio de bote que leva direto ao pé das quedas. A adrenalina começa já no momento em que o bote acelera em direção aos saltos.
- Trilha Ytepopo: novo percurso com 5 km ao longo da margem do Rio Iguaçu, aberto diariamente das 9h às 14h30. Menos turistas e mais floresta do que a trilha principal.
- Ciclovia do Parque: 11,6 km pavimentados, com trechos dentro da Mata Atlântica. Bicicletas podem ser alugadas no local pelo serviço Bike Iguaçu.
Uma informação prática: no verão, quando o volume do rio dispara, as passarelas próximas à Garganta do Diabo podem ser fechadas temporariamente por segurança. É raro, mas aconteceu em dezembro de 2024 após fortes temporais no Paraná.

Três fronteiras e outras paradas fora do roteiro óbvio
A Terra das Cataratas guarda paradas que muitos visitantes perdem por falta de tempo no roteiro. As quatro opções abaixo completam bem qualquer viagem de três ou quatro dias.
- Parque das Aves: única instituição no Brasil dedicada a preservar aves da Mata Atlântica. São centenas de espécies em aviários imensos, incluindo araras e tucanos que pousam no ombro dos visitantes. Fica a 300 metros da entrada do Parque Nacional.
- Marco das Três Fronteiras: mirante no ponto onde os rios Iguaçu e Paraná se encontram, com vista simultânea para Brasil, Argentina e Paraguai. O pôr do sol aqui tem qualidade de postal.
- Ciudad del Este: cidade paraguaia a menos de 10 km pela Ponte da Amizade. Para entrar, basta o RG brasileiro em bom estado. O movimento de câmbio e eletrônicos é intenso, mas a travessia em si já vale pela experiência de fronteira.
- Puerto Iguazú: lado argentino das cataratas, a 18 km do centro de Foz. A perspectiva das quedas é diferente, com passarelas sobre a água até a Garganta do Diabo. Passaporte não é obrigatório para brasileiros na fronteira terrestre.
Quem planeja visitar a tríplice fronteira, vai curtir esse vídeo especialmente selecionado do canal Fabi Cassol | Minha Praia Viajar, que conta com mais de 240 mil inscritos, onde Fabi Cassol mostra o que fazer em Foz do Iguaçu:
Itaipu surpreende tanto quanto as quedas
A barragem de Itaipu Binacional tem 196 metros de altura e 7.919 metros de comprimento. Foi construída entre 1975 e 1982 por Brasil e Paraguai, e é uma das maiores usinas hidrelétricas do mundo em capacidade instalada.
O Complexo Turístico Itaipu tem opções para todos os perfis. A visita panorâmica mostra a barragem de fora, com guia e ônibus. O circuito especial entra na usina em funcionamento, e exige tênis fechado sem bolsa. Há ainda passeios noturnos com a estrutura iluminada e o Itaipu by Bike, com 17 km guiados pelas ciclovias do complexo. Reserve com antecedência, pois as vagas para o circuito especial esgotam rápido.
Como é o clima em Foz do Iguaçu?
O clima é subtropical úmido, com verões quentes e invernos amenos. A temperatura média anual gira em torno de 22°C, segundo a Secretaria Municipal de Turismo de Foz do Iguaçu. No verão, os termômetros passam dos 35°C com frequência. No inverno, as mínimas chegam a 12°C e pode esfriar bem mais em ondas frias. Chuva cai em todas as estações, mas julho e agosto são os meses mais secos do ano.
Dados baseados na Secretaria Municipal de Turismo de Foz do Iguaçu e no Climatempo. Condições podem variar.
Como chegar a Foz do Iguaçu saindo de Niterói?
A rota mais prática começa pela travessia de barca de Niterói até o Rio de Janeiro e embarque no Aeroporto Internacional do Galeão (GIG). O voo direto para o Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu/Cataratas (IGU) dura cerca de 2h15. O aeroporto fica a 13 km do centro da cidade e a apenas 3 km da entrada do Parque Nacional.
Da saída do terminal ao hotel, táxi e aplicativos cobrem o trecho em 20 minutos. A linha de ônibus 120 é a opção mais econômica, com saídas a cada 20 minutos entre 6h e meia-noite, passando pela Avenida das Cataratas e chegando ao centro.
Foz do Iguaçu vale cada hora da viagem
A Lonely Planet coloca as Cataratas do Iguaçu entre os dez destinos mais impressionantes do planeta em seu Ultimate Travel List. Em Foz, natureza e engenharia humana alcançam escala de maravilha no mesmo endereço, a duas horas de voo do Galeão.
Você precisa fazer essa viagem e ficar na borda da Garganta do Diabo tempo suficiente para perceber que o barulho das quedas não some mais da memória.
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