Redes sociais teriam veiculado anúncios no dia da votação, afirma estudo da UFRJ

Out 7, 2026 - 10:00
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Redes sociais teriam veiculado anúncios no dia da votação, afirma estudo da UFRJ
Anúncios são veículados na Meta no dia da votação | Foto: Reprodução - Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Anúncios são veículados na Meta no dia da votação | Foto: Reprodução – Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Um estudo da Universidade Federal do Rio de Janeiro, a partir do Observatório das Big Techs do NetLab, identificou anúncios da Meta, no Kwai e no Google no dia da votação.

Estas plataformas tiveram anúncios veiculados fora do prazo permitido pelo Tribunal Superior Eleitoral. Além disso, foram observados recomendações de vídeos de candidatos pelo TikTok e YouTube.

A circulação de propaganda eleitoral paga ou impulsionada nas redes sociais é proibida 48 horas antes e 24 horas depois do dia oficial das Eleições.

As big techs também precisam excluir os perfis de candidatos de recomendações feitas nas redes sociais para tratamento isonômico entre candidatos na internet.

Na Meta, que reúne Instagram, Facebook e WhatsApp, foram 568 anúncios veiculados de maneira irregular. Um dos anúncios inclusive simulava a comunicação do TSE, onde o eleitor poderia votar de casa, o que é falso.

Enquanto no Kwai, 18 propagandas eleitorais estavam ativas, e outros 45 que estavam circulação programada até o dia 4 de outubro. No Google, um anúncio foi identificado de forma ativa na véspera da votação.

Já no TikTok, 18 vídeos de sete candidatos foram recomendados, enquanto 17 vídeos de seis candidatos eram recomendados no YouTube. Em ambas as redes, as propagandas eram pagas.

O que diz as Big Techs?

Em nota, a Meta afirma estar alinhada em proteger o processo eleitoral, e que o estudo ‘não afeta a integridade da empresa’.

“A Meta está comprometida em proteger o processo eleitoral em nossas plataformas e atua em conformidade com a legislação eleitoral. A amostragem deste relatório não reflete a escala do nosso trabalho de integridade”, diz a Meta.

O Kwai aguarda o acesso as postagens pagas, e que também atende ao cumprimento de normas do Tribunal Superior Eleitoral.

“Para o período eleitoral, incluindo os dias de silêncio eleitoral e de votação, a plataforma manteve uma operação especial, com equipes dedicadas atuando continuamente na moderação de conteúdos e no atendimento às determinações da Justiça Eleitoral”, afirma a empresa.

Por sua vez, o TikTok ressalta a proteção da integridade do ambiente digital durante as eleições, e ressalta a parceria com o TSE.

“No TikTok, proteger a integridade do ambiente digital durante as eleições é uma prioridade. Acreditamos que esse é um desafio que exige colaboração entre plataformas, autoridades e sociedade. Seguimos trabalhando em parceria com o Tribunal Superior Eleitoral e cumprindo a legislação e as resoluções eleitorais aplicáveis”, diz a rede social.

Por fim, o Google fala em agilidade em caso de violações, e que as equipes atuam com sucesso para impedir os anúncios na plataforma.

“Desde 2024, as políticas do Google Ads proíbem anúncios políticos no Brasil. Nós aplicamos nossas políticas e agimos imediatamente em caso de qualquer violação. Este estudo prova que nossas equipes preveniram abusos com sucesso e, por isso, apenas um anúncio foi identificado”, reafirma o Google.

*As notas da Meta, Kwai, TikTok e Google foram enviadas ao site Agência Brasil.

 

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