Surge uma luz para suspensão da paralisação dos professores da Rede Municipal
A
paralisação na Rede Municipal de Ensino em Feira de Santana pode, e
até deve, ser alvo de uma nova análise, diante de um fato novo, o
decreto publicado ontem, no Diário Oficial do Município, criando
uma Comissão Especial para realizar estudos técnicos com foco na
revisão e atualização da Tabela de Cargos e Salários dos
servidores públicos do magistério. "Modernizar a estrutura
administrativa e assegurar a valorização dos profissionais da
Educação, observando a realidade organizacional e financeira do
Município", diz o documento, sobre os objetivos do grupo de
trabalho.
É
bem amplo, o alcance da Comissão, nos estudos que deverá
desenvolver. O decreto lista as seguintes responsabilidades: realizar
diagnóstico da atual estrutura de cargos e salários do Magistério;
analisar a compatibilidade da tabela vigente com as atribuições dos
cargos e a necessidade de reestruturação, criação, extinção ou
transformação de cargos; propor critérios técnicos para evolução
funcional e progressão na carreira; elaborar relatório conclusivo
com estudos técnicos e proposta de atualização; e apresentar
minuta de projeto de lei, se necessário, para implementação das
alterações sugeridas.
Como
se vê, a Comissão vai tratar, praticamente de toda a pauta proposta
pela APLB e ainda sem solução. A categoria, comandada com
responsabilidade pela professora Marlede Oliveira, decidiu suspender
as aulas, esta semana e teve suas razões. Afinal, o Município
retardou bastante a criação deste organismo para desenvolver os
estudos pertinentes às reivindicações. A medida deveria ter sido
adotada em novembro do ano passado, segundo um acordo celebrado no
Tribunal de Justiça da Bahia e assinado por Prefeitura e APLB.
O
secretário de Educação, vice-prefeito Pablo Roberto, falou sobre o
assunto para a Tribuna Feirense, nesta sexta. Ele reconhece que o
Município precisou estender o prazo para criação do grupo, devido
a "levantamentos internos" complexos para tal e que
apenas agora foi possível a implantação. Garante ter enviado
justificativa ao desembargador que propôs o acordo. Deveria tambem
tê-la encaminhado à APLB e se não o fez, foi um erro.
Fato
é, que, agora, a Comissão vai iniciar os trabalhos. A APLB alega
que, de uma dezena de reivindicações que constam do acordo "e
que a Prefeitura se comprometeu de atender", apenas o
enquadramento de professores estaria em curso. Todos os outros
pontos, que segundo Marlede já deveriam ter sido acolhidos,
encontram-se em aberto. Alguns exemplos são reformulação do plano
de carreira; eleição de diretores escolares; formação e
capacitação contínua dos professores; reserva de um terço da
carga horária para professores e contratados via REDA;
pagamento de precatórios do Fundef; reajuste do piso do Magistério
em 5,4% e atualização da tabela salarial conforme a Lei do Piso do
Magistério; licenças-prêmio e pecúnias; devolução de salários
cortados em 2020.
O
secretário não nega que várias questões estejam indefinidas, mas
alega que não foram estabelecidos prazos para cada item ser
solucionado. Ele acredita que, com a comissão funcionando, os
resultados virão. Salvo melhor juízo, os professores devem
amadurecer, em assembleia prevista para a próxima quinta, dia 5, a
ideia de dar um voto de confiança ao Governo e à Comissão. A
classe está sob "indicativo de greve", mas diante desta
luz que surge no túnel, pode ser razoável a suspensão do
movimento, desde que sejam estabelecidos prazos para a finalização
dos trabalhos e apresentação de propostas, as quais seriam
avaliadas pela categoria, se atendem ou não aos seus anseios. ...
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