União cede área de R$ 300 milhões no antigo aeroporto para construção do Centro de Convenções e Teatro Municipal
Uma promessa antiga e muito aguardada pela população do sudoeste baiano deu um passo decisivo. O Governo Federal, por meio da Secretaria de Patrimônio da União (SPU), autorizou formalmente a cessão de uma área valiosíssima no município para a construção do inédito Centro de Convenções e Teatro de Vitória da Conquista.
Os números do projeto
A portaria garante a segurança jurídica e o espaço físico necessários para tirar a proposta do papel:
Tamanho da área: 35.509,77 m²
Valor estimado do terreno: R$ 316.937.844,14
Tempo de concessão: Vínculo jurídico inicial de 20 anos entre as partes
Localização estratégica e impacto
O terreno cedido fica na área do antigo aeroporto Pedro Otacílio Figueiredo, localizado no bairro Patagônia. Por estar encravado em uma região densamente povoada da Zona Oeste e fazer divisa com bairros populosos (como Brasil, Kadija e Jardim Valéria), o espaço funciona como um vetor de crescimento urbano, além de estar colado ao Parque da Lagoa das Bateias.
O novo complexo cultural e de eventos terá estrutura para abrigar:
Grandes feiras de negócios e congressos acadêmicos;
Espetáculos teatrais de grande porte;
Apresentações artísticas e shows musicais.
O gargalo cultural: Atualmente, a cidade conta com o tradicional Teatro Municipal Carlos Jehovah. Apesar de sua enorme importância histórica, ele funciona em estilo arena e tem capacidade para cerca de 200 pessoas, o que limita a vinda de grandes produções nacionais.
Articulação e próximos passos
O debate sobre o uso do antigo aeroporto ganhou força nos últimos anos, passando por audiências públicas na Câmara Municipal e forte articulação política entre o governo estadual e federal. A Secretaria de Patrimônio da União vinha desenhando a destinação da área por meio do programa Imóvel da Gente, focado em dar finalidade social e de desenvolvimento a espaços públicos ociosos.
Com a posse do terreno garantida pela cessão federal, a expectativa agora gira em torno dos projetos executivos da Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia (Conder), que ficará responsável por licitar e erguer as paredes desse novo polo de turismo de negócios e cultura do sudoeste.
Fonte: Da Redação | Foto: Reprodução / Bahia Econômica.
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