Zidane promove quatro estreias na França, e novatos ganham espaço na vitória sobre a Bélgica

Out 2, 2026 - 03:00
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Zidane promove quatro estreias na França, e novatos ganham espaço na vitória sobre a Bélgica

A França venceu a Bélgica por 1 a 0 na segunda partida de Zinédine Zidane como técnico da seleção, disputada na segunda-feira (28/09/2026), em Bruxelas. Depois da vitória pelo mesmo placar sobre a Turquia, o treinador promoveu nove mudanças na escalação e colocou quatro jogadores entre os titulares pela primeira vez: Andy Diouf, Jérémy Jacquet, Lucas Da Cunha e Estéban Lepaul.

O gol da vitória foi marcado por Michael Olise, que começou a partida no banco de reservas. Apesar da participação decisiva de um jogador já conhecido da seleção, a partida também serviu para Zidane ampliar as opções do elenco e avaliar atletas em diferentes funções.

Antes do confronto, Zidane havia destacado a necessidade de manter todos os jogadores preparados para entrar em campo. A formação diante da Bélgica refletiu essa proposta, com alterações na defesa, no meio-campo e no ataque.

Lucas Da Cunha ganha destaque no meio-campo

Lucas Da Cunha, jogador do Como, atuou no meio-campo e participou da construção das jogadas e da recuperação da posse de bola. O francês teve 97 ações com a bola e acertou a trave em uma tentativa de abrir o placar.

Após a partida, Da Cunha afirmou que recebeu confiança de Zidane para atuar de maneira semelhante àquela apresentada no clube. O jogador também relacionou a convocação à própria trajetória profissional, lembrando que há alguns anos disputava a segunda divisão e agora passou a defender a seleção francesa.

Zidane destacou justamente a participação do meio-campista na saída de bola. Segundo o treinador, a proposta era iniciar as jogadas com passes rápidos e limpos, dando liberdade para Da Cunha reproduzir na seleção características apresentadas no futebol de clubes.

Andy Diouf atua na lateral esquerda

Andy Diouf, da Inter de Milão, foi utilizado na lateral esquerda. A linha defensiva francesa formada para a partida tinha apenas 11 jogos pela seleção somados antes do início do confronto, indicando uma composição com pouca experiência internacional.

Diouf já havia dividido elenco com jogadores como Michael Olise, Désiré Doué e Rayan Cherki nos Jogos Olímpicos de Paris 2024, quando conquistou a medalha de prata. A oportunidade de atuar pela seleção principal, entretanto, ocorreu somente em 2026.

Contra a Bélgica, o jogador teve a missão de controlar o setor esquerdo diante das ações ofensivas de Diego Moreira e Timothy Castagne. Diouf também relatou que recebeu orientações específicas de Zidane para participar da construção ofensiva, ocupar a largura do campo e, em determinados momentos, avançar para o centro.

Jérémy Jacquet estreia como titular

A defesa também teve uma formação inédita. Ao lado de Maxence Lacroix, que soma oito partidas pela seleção francesa, esteve Jérémy Jacquet, de 21 anos, em sua primeira oportunidade como titular.

Formado no Stade Rennais, Jacquet também passou pelo futebol inglês após sua transferência para o Liverpool na última janela. Diante da Bélgica, participou da contenção das transições ofensivas adversárias e ajudou a França a terminar a partida sem sofrer gols.

Zidane avaliou positivamente a atuação do zagueiro e destacou a participação coletiva do elenco. Para o treinador, a utilização de diferentes jogadores faz parte da proposta de manter todos preparados para contribuir quando forem chamados.

Estéban Lepaul recebe primeira oportunidade como titular

Estéban Lepaul também começou a partida entre os titulares depois de ter participado por alguns minutos da vitória francesa sobre a Turquia. O atacante teve menor participação com a bola no setor ofensivo e registrou cinco toques dentro da área adversária.

Mesmo com menor volume de participação ofensiva, Lepaul atuou na pressão sobre o goleiro e os defensores belgas. O atacante ainda tentou uma finalização de voleio e teve outro chute desviado, mas nenhuma das duas ações resultou em gol.

Após o jogo, Lepaul afirmou que precisou se adaptar à atuação ao lado de companheiros com quem não convive durante toda a temporada. Zidane, por sua vez, avaliou que o atacante contribuiu principalmente por meio da movimentação e da pressão sem bola.

Zidane amplia opções para a sequência

As quatro estreias como titulares ocorreram em uma partida na qual Zidane modificou nove nomes em relação à escalação utilizada contra a Turquia. A estratégia permitiu ao treinador observar jogadores em funções diferentes e ampliar a participação do elenco no início de seu trabalho à frente da França.

A vitória sobre a Bélgica manteve o resultado positivo de Zidane em seus dois primeiros compromissos. Nos dois jogos, a França marcou um gol e não sofreu nenhum, vencendo Turquia e Bélgica pelo mesmo placar de 1 a 0.

A atuação dos novatos, portanto, passou a integrar o processo de avaliação do treinador. Lucas Da Cunha, Andy Diouf, Jérémy Jacquet e Estéban Lepaul receberam oportunidades desde o início, enquanto Michael Olise saiu do banco para marcar o gol que definiu o segundo triunfo francês sob o comando de Zidane.

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