Bruno Dantas renuncia ao TCU e abre caminho para Rodrigo Pacheco
O ministro Bruno Dantas, 48 anos, renunciou nesta segunda-feira, 31, ao cargo no Tribunal de Contas da União (TCU) após quase três décadas no serviço público.A saída abre uma vaga na Corte, cuja indicação cabe ao Senado. O ex-presidente da Casa, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), é apontado como principal alternativa para ocupar o posto.Em nota, Bruno Dantas afirmou que deixa o TCU para se dedicar a “novos projetos” na próxima etapa de sua vida profissional, incluindo iniciativas de interesse nacional em áreas estratégicas.
“Aos 48 anos, depois de presidir o Tribunal em anos de grande projeção institucional, sentia que estava na hora de novos desafios”, afirmou.
Ao pontuar que pretende continuar na vida acadêmica e participar do debate público, Dantas disse ainda estar “intelectualmente inquieto” e ter encontrado nos novos projetos a motivação para deixar a Corte.Entre as possibilidades avaliadas pelo ex-ministro está assumir o comando da Avibras, fabricante brasileira de sistemas de defesa que está em processo de aquisição pelos irmãos Joesley e Wesley Batista.
Leia Também:
ANOTA BAHIA
Bruno Dantas recebeu homenagem do TCM em solenidade na capital baiana
POLÍTICA
Bruno Dantas toma posse no TCU e critica atos bolsonaristas
POLÍTICA
Câmara aprova Bruno Dantas para ministro do TCU
Confira abaixo a nota na íntegra:Hoje protocolei meu pedido de renúncia ao cargo de ministro do Tribunal de Contas da União para me dedicar a novos projetos na próxima etapa da minha vida profissional.São quase três décadas devotadas integralmente ao serviço público, iniciadas em 1998. Foi nesse tempo que aprendi quase tudo o que sei sobre o Brasil, suas instituições e o que significa, na prática, servir.Encerro este ciclo com a serenidade de quem cumpriu, com lealdade e dedicação, todos os mandatos que me foram confiados. E com a convicção republicana de que a rotatividade nos altos cargos do país é uma virtude. As instituições se fortalecem quando seus quadros sabem chegar e sabem partir.Aos 48 anos, depois de presidir o Tribunal em anos de grande projeção institucional, sentia que estava na hora de novos desafios.Sou, por temperamento, intelectualmente inquieto — sempre fui. E encontrei, nos projetos que pretendo abraçar, o feixe de motivação de que precisava: iniciativas de interesse nacional em áreas estratégicas, a continuidade da minha dedicação à vida acadêmica e a participação no debate público — agora a partir de outro ponto de observação.É a essa agenda plural que dedicarei minhas melhores energias na próxima etapa profissional de minha trajetória.Mas antes de seguir, quero registrar alguns agradecimentos, a parte mais importante deste anúncio.Aos colegas ministros e, de modo muito especial, aos auditores do Tribunal de Contas da União: convivi com vocês nos anos mais intensos da minha vida pública, e foi com vocês que aprendi o que é o serviço público em sua expressão mais nobre. Devo a vocês — e ao Tribunal — parte essencial do que carrego comigo para o resto da vida.À minha equipe de colaboradores, dentro e fora do gabinete: vocês souberam, dia após dia, transformar ideias em resultado concreto. O que foi feito é obra de vocês.Ao Senado Federal — Casa que me acolheu aos 25 anos como consultor legislativo aprovado em concurso público, formou o profissional e acadêmico que sou, e abriu, nos anos seguintes, todas as portas que percorri na vida pública. Foi ali que tudo começou.E à minha família: vocês são, sempre foram, a base sobre a qual tomei cada decisão importante da minha vida. Esta também é, antes de tudo, uma decisão amadurecida com vocês.
Qual é a sua reação?
Como
0
Não gosto
0
Amor
0
Engraçado
0
Nervoso
0
Triste
0
Uau
0