Com 3 novas fábricas, gigante calçadista projeta aumentar produção em 20 milhões de pares
Uma das maiores fabricantes mundiais de calçados projeta aumentar a sua produção a partir de novas fábricas em 3 países. Com novas operações fabris no Vietnã, na Indonésia e em Bangladesh, a chinesa Stella International prevê um incremento de até 20 milhões de pares nos próximos anos. A empresa, que atua como fornecedora chave para marcas globais (como Clarks, Timberland, e ECCO), apresentou uma atualização sobre seu plano trienal (2026–2028), que envolve a expansão e a diversificação de sua base fabril para sustentar o crescimento futuro.
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Uma nova fábrica no Vietnã, que atenderá a um cliente do segmento de artigos esportivos premium, tem previsão de aumento na produção ao longo de 2027. Duas outras unidades, na Indonésia e em Bangladesh, têm inauguração prevista para o quarto trimestre de 2026. Somadas à fábrica que a empresa já mantém em Solo, na Indonésia, espera-se que essas novas instalações ampliem a capacidade produtiva em cerca de 20 milhões de pares.
“Nossos investimentos em expansão de capacidade em 2026 posicionaram a Stella para sua próxima fase de crescimento, em consonância com nosso atual plano trienal”, disse o diretor-executivo (CEO) do grupo, Chi Lo-Jen. Ele acrescenta que as novas fábricas da companhia “fortalecerão nossa capacidade de atender a grandes marcas globais e responder às suas necessidades em constante evolução, permitindo-nos, ao mesmo tempo, capturar oportunidades de maior valor”.
Aumento na receita
Recentemente, o grupo sediado em Hong Kong registrou uma receita consolidada de US$ 412,9 milhões no terceiro trimestre do ano fiscal de 2026. O resultado corresponde a um aumento de 2,2% na comparação com o mesmo período de 2025.
O segmento de fabricação de calçados, especificamente, gerou uma receita de US$ 396,7 milhões durante o trimestre. Nesse sentido, um aumento de 1,2% em relação ao ano anterior.
Esse crescimento foi impulsionado por um aumento de 6,0% no preço médio de venda. O que reflete uma mudança para produtos de maior valor — especialmente no segmento esportivo — bem como pelo aumento dos custos das matérias-primas. Por outro lado, o volume de remessas caiu 4,3%, o que neutralizou parte do impacto dos preços de venda mais elevados sobre a receita.
A queda no volume de remessas durante o período encerrado em 30 de setembro deveu-se, principalmente, à antecipação da produção para um cliente do segmento casual — realizada ainda no primeiro semestre do ano — em virtude do encerramento gradual da fábrica de calçados da empresa nas Filipinas, iniciado em julho.
Resultado no acumulado do ano
Nos primeiros nove meses do ano, a empresa registrou uma receita consolidada total de US$ 1,19 bilhão. Uma queda de 1,7% em comparação ao mesmo período de 2025. A receita proveniente da fabricação de calçados foi de US$ 1,16 bilhão, um aumento de 1,6% em relação ao ano anterior. O resultado é reflexo de redução de 1,4% no volume de remessas e de um aumento de 2,9% no preço médio de venda.
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