EDITORIAL: De mal a pior
Em verdade, longe das peças publicitárias encomendadas pelo governo do estado, grande parte dos sergipanos não pode sonhar, não tem sustento
Muitas vezes, os números mais reveladores a respeito de uma dada realidade não ecoam com a força necessária para provocar necessária transformação. Ninguém ouvirá, por exemplo, o governador Fábio Mitidieri detalhado os números mais frescos do mercado de trabalho local. É preciso vender a ilusão de muita prosperidade, a fim de colher votos. Não raro, a verdade é inconveniente.
Neste particular, Sergipe vai de mal a pior. Análise realizada pelo Observatório da Indústria do Sistema FIES, com base nos dados do Ministério do Trabalho e Emprego, revelou que, em abril último, 5.945 trabalhadores solicitaram o seguro-desemprego em Sergipe.
Em termos relativos, houve um acréscimo de 18,4% no quantitativo de requerentes em relação a abril de 2025, quando foram registradas 5.019 solicitações. Já na comparação com março de 2026, observou-se aumento de 8,7%.
A análise dos dados revelou ainda que os pedidos realizados no quarto mês de 2026 se concentraram principalmente no setor de Serviços (1.887 requerentes ou 31,7% do total), seguido do Comércio, com 23,0% (1.370 requerentes), da Indústria, com 20,5% (1.219 requerentes), da Construção, com 13,8% (819 requerentes), e da Agropecuária, com 10,7% (636 requerentes), do total de solicitações.
Em verdade, longe das peças publicitárias encomendadas pelo governo do estado, grande parte dos sergipanos não pode sonhar, não tem sustento.
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