EDITORIAL: Mundo livre?
A carne bovina brasileira atende aos requisitos sanitários e regulatórios de mais de 170 países, incluindo os principais mercados internacionais
O mundo multipolar está em cheque! Além dos arroubos imperialistas de Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, autoproclamado líder do mundo livre, há também a desigualdade das forças expressa em pedágios comerciais.
Esta semana, a União Europeia oficializou a decisão de proibir a importação de carnes, tripas, peixe e mel produzidos no Brasil. O veto deve entrar em vigor a partir do próximo dia 3 de setembro. A barreira prevaleceu sobre o acordo.
Segundo a Comissão Europeia, o Brasil não conseguiu comprovar que seus produtores atendem algumas das exigências sanitárias europeias, especialmente que não utilizam, ao longo de toda a cadeia produtiva, medicamentos antimicrobianos para tratar e prevenir infecções em animais. Mas isto não passa de circunstância. Em verdade, a balança comercial foi usada como fiel. E ponto final.
Risco flagrante não há. Segundo a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes, o Brasil conta com um “dos sistemas de inspeção e defesa agropecuária mais robustos do mundo”. E a carne bovina brasileira atende aos requisitos sanitários e regulatórios de mais de 170 países, incluindo os principais mercados internacionais, cumprindo “rígidos controles oficiais, sistemas de rastreabilidade e protocolos reconhecidos globalmente”.
Tudo o mais é veleidade e interesse, a artilharia adotada a mancheia, infelizmente em voga no mercado mundial.
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