Reconhecimento facial: preso, em BH, idoso com mandado aberto
Um idoso, de 69 anos, foi preso no fim da tarde deste sábado (23/5) no Centro de Belo Horizonte depois de ser identificado por reconhecimento facial pela Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG). Ele tinha sete mandados em aberto por crimes como roubo e extorsão cometidos no Distrito Federal.
De acordo com o tenente do 1° Batalhão da PM, Jonathas Costa, o homem era um dos sete mais procurados no Distrito Federal e estava na lista vermelha do Ministério da Justiça e Segurança Pública. O autor dos crimes foi identificado por câmeras do Olho Vivo e os militares foram acionados via rádio.
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Por meio das imagens, os policiais foram até a Rua Curitiba, no Centro, onde o idoso passou. No momento da abordagem, ele apresentou uma identidade com foto dele, mas que tinha o nome de outra pessoa. Os PMs identificaram a farsa e efetuaram a prisão, além de ele ter cometido mais um crime ali, por uso de documento falso.
Ainda de acordo com o tenente Costa, o homem não apresentou resistência no momento da prisão. Segundo o militar, a tecnologia de reconhecimento facial é extremamente importante para o trabalho da polícia nos dias atuais.
“O uso da tecnologia é de suma importância para o uso policial e para a segurança pública, pois em uma ocorrência como essa, a gente pode realizar a busca pessoal diretamente. Em decorrência do reconhecimento facial, a gente consegue cumprir a prisão”, diz Costa, que ressalta a eficácia de 99% dos casos já observados pelas equipes policiais.
Segundo o tenente, caso o homem não tivesse sido identificado pelas câmeras, os militares só poderiam abordá-lo caso ele demonstrasse alguma atitude suspeita. Com o reconhecimento facial, é possível pular essa etapa da abordagem.
Costa aponta que, na maioria dos casos, os crimes de mandados em aberto são patrimoniais, mas há ocasiões em que indivíduos que cometeram ocorrências graves, como crimes contra a vida, também são identificados a partir da tecnologia.
Ele explica que os dados desses indivíduos com mandados em aberto ficam em um sistema. Quando reconhecidos pelas câmeras, a central avisa todos os policiais via rádio e a equipe que está mais próxima atende a ocorrência.
De acordo com o PM, a ação deve ser extremamente rápida, pois em cerca de 15 segundos o suspeito pode sair do local.
O idoso foi encaminhado à Superintendência Regional da Polícia Federal (PF), na Avenida Raja Gabaglia, no Bairro Luxemburgo, Região Centro-Sul de BH, pois um dos crimes é de competência federal.
Como o sistema opera nas ruas?
Captura da imagem: câmeras de alta resolução, posicionadas em locais estratégicos de grande circulação, capturam imagens dos rostos das pessoas que passam por ali. A qualidade da imagem é crucial para a precisão do sistema.
Análise dos traços: um software especializado analisa a imagem capturada e mapeia as características únicas do rosto. Ele mede a distância entre os olhos, o formato do nariz, o contorno da mandíbula e dezenas de outros pontos biométricos.
Criação da "assinatura facial": com base nesses pontos, o sistema cria uma representação matemática do rosto, uma espécie de “impressão digital” facial. Esse código numérico é único para cada indivíduo e facilita a comparação.
Comparação com o banco de dados: a assinatura facial gerada é comparada em tempo real com um banco de dados de pessoas procuradas pela Justiça, desaparecidas ou com mandados de prisão em aberto. Essa busca leva apenas alguns segundos.
Alerta em caso de correspondência: se houver uma correspondência com algum registro do banco de dados, o sistema emite um alerta imediato para uma central de monitoramento. Policiais em campo são então acionados para realizar a abordagem e a verificação da identidade da pessoa.
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