Sem participação efetiva do Poder Público, protetores assumem 100% da causa animal, em FSA, diz Pedro Américo

Abr 9, 2026 - 00:00
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Sem participação efetiva do Poder Público, protetores assumem 100% da causa animal, em FSA, diz Pedro Américo
Apesar dos constantes pedidos de ajuda e do clamor de entidades e de protetores individuais, o segmento continua sem contar com o apoio do Poder Público Municipal para desenvolver suas ações. A reclamação foi feita, nesta quarta-feira (8), pelo vereador Pedro Américo (Cidadania).O parlamentar usou a tribuna da Câmara Municipal para cobrar uma mudança de postura das autoridades em relação à temática. Pedro Américo se pronunciou, após a fala de duas ativistas da causa animal na Tribuna Livre da Casa Legislativa.As protetoras falaram sobre as dificuldades que enfrentam. “Entendo este pedido delas por socorro como um clamor. E isto é algo que já foi feito várias vezes. Mas não temos visto avanço prático e efetivo, por parte da Gestão Pública”, criticou o edil.Para o vereador, o Município poderia assumir o protagonismo, como ocorre em outras cidades, seja na castração e controle populacional permanente, seja no enfrentamento a doenças zoonóticas, isto é, transmitidas de animais para seres humanos.Nesse sentido, disse ele, já há registros de protetores contaminados, na cidade. “Mas, aqui, eles assumem 100% das ações na cidade, uma vez que não há participação efetiva do Poder Público Municipal”, reforçou.O parlamentar observou, ainda, que, enquanto em outros locais, as secretarias de proteção animal contam com recursos para desenvolver ações, protetores feirenses organizam abrigos improvisados, às vezes, em suas próprias casas, por falta de estrutura.Pedro Américo enfatizou que “são dezenas de entidades e centenas de protetores que precisam de ajuda para desempenhar o trabalho”. Em função disso, ele solicitou que o prefeito José Ronaldo de Carvalho (UB) providencie a liberação de recursos de emendas impositivas que foram destinadas a entidades protetoras de animais, no Orçamento de 2025.Além disso, ele lembrou que, “nas ações policiais, por exemplo, ao se constatar o crime de maus-tratos, a pessoa é levada à delegacia, e não se tem onde deixar o animal”.Justificando a necessidade do apoio financeiro às entidades, o vereador também ressaltou que, “na hora do ‘vamos ver', é a APA quem assume a responsabilidade em fazer este cuidado”, argumentou, referindo-se à Associação Protetora dos Animais de Feira de Santana, Organização Não Governamental (ONG) – sem fins lucrativos, portanto.VERBAS DE EMENDAS – Apoiando a cobrança feita ao Governo Municipal, para que assuma a responsabilidade com as ações da causa animal, outros vereadores também se pronunciaram.O presidente do Legislativo, Marcos Lima (UB), lembrou que participou de uma reunião, há alguns meses, na qual o prefeito José Ronaldo garantiu fazer a liberação de emendas da área da saúde para a APA. Um dos objetivos era o de colaborar com a castração. “Tem que se cobrar do secretário Rodrigo Matos (Saúde), pois é algo muito importante”, asseverou.O vereador Silvio Dias (PT), por sua vez, enfatizou que “a cobrança relativa ao pagamento de emendas é pertinente, mas deveria ser dirigida aos responsáveis pelas áreas de Administração e Governo”. Em sua opinião, a medida é de suma importância para apoiar as ações da APA, diante da grande quantidade de animais soltos nas ruas.Lulinha da Gente (UB) disse que tem se colocado à disposição da causa e que destinou emenda de R$ 10 mil para uma entidade protetora. Já Galeguinho SPA (UB) criticou o não cumprimento de legislações aprovadas na Casa da Cidadania sobre a temática. “De nada adianta criar lei aqui e ela não ser cumprida nem sair do papel”, criticou.O parlamentar também pediu uma maior atenção do chefe do Executivo Municipal à Unidade de Vigilância Zoonótica de Feira de Santana, antigo Centro de Controle de Zoonoses (CCZ). Segundo ele, o órgão está localizado em uma área de difícil acesso, sem iluminação e às margens de uma rodovia federal. Galeguinho SPA destacou, no entanto, a importância do setor público no controle de doenças como a esporotricose, tipo de micose causada pelo fungo Sporothrix. A enfermidade pode acometer animais domésticos, como gatos e cães, e ser transmitida aos seres humanos....

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