Viviane, a candidata à Câmara que está destruindo os currais eleitorais
Mulher precisa votar em mulher? Algo duvidoso. Muitas são apenas representantes de seus pais, maridos ou irmãos. Nada tem a dizer, apenas ventríloquos de seus familiares masculinos. Rose é irmã do Modesto. Mara é filha, assim como Bárbara Rezende e Ana, filha do Portela. Dione é esposa do Hashioka e Gianni é esposa do Rodolfo. Adriane, a prefeita, é esposa do Lídio. A lista das dependentes familiares é longa. Nada acrescentam, apenas recebem polpudos repasses financeiros e se calam. Nenhuma surgiu por méritos próprios. Mas, enfim, surge uma candidata que veio de um bairro humilde para conquistar um espaço honesto no antro da politicagem. Está destruindo alguns currais eleitorais. Dos Rouxinóis para Viena e Toronto. Difícil acreditar que uma menina, criada no humilde bairro Rouxinóis, em Campo Grande tenha conseguido tanto sucesso. Após conseguir o diploma de história na UCDB, fez o mestrado. O doutorado foi muito longe. Manitoba, no Canadá, foi a universidade escolhida por seus elevados recursos em antropologia. E não parou. Foi a Viena, na Áustria, pesquisar e aprofundar seus conhecimentos nessa área. Motorista e vendedora de cosméticos. Um pai motorista de táxi e uma mãe vendedora de cosméticos, gente que vivia com dificuldades materiais, eram sonhadores. Esse é o inicio dessa história. A filha venceria seguindo o caminho da educação, o melhor que existe. Todavia, não imaginavam que a mocinha era uma lutadora tenaz, que sempre venceria. Venceu na faculdade. Venceu no mestrado. Saiu-se bem no difícil doutorado. Moça poliglota, fala inglês, espanhol e italiano. Não há currículo melhor entre todos os candidatos, homens ou mulheres. Não é parente de politico algum. Viviane tem reais condições de, finalmente, termos uma digna e competente representante na terrível Câmara de Deputados Federais.
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