Contra todas as aparências, há potencial econômico sob a montanha de lixo gerada pelo consumo voraz dos brasileiros
O Brasil gera 215 mil toneladas de resíduos todos os dias. Trata-se aqui apenas do volume proveniente de lixo residencial. Contra todas as aparências, há potencial econômico sob a montanha de lixo gerada pelo consumo voraz dos brasileiros.
Um estudo em andamento pretende identificar todo o resíduo descartado no país. O diagnóstico foi contratado por uma empresa privada, atenta aos materiais que vão parar em aterros sanitários e lixões.
Há um programa do governo federal, com viés mais social do que comercial, que se atém ao mesmo potencial. Ao custo de R$ 100 milhões, o programa Cataforte visa o fortalecimento de cooperativas e associações de catadores de recicláveis, sua inserção socioeconômica e a agregação de valor na cadeia de resíduos sólidos.
Segundo estimativas, o número de catadores em atividade no país é de 800 mil trabalhadores, com maioria de mulheres (cerca de 70%), entre indivíduos atuando de forma independente e cooperados. São mais de 2 mil associações organizadas em todo o país, somando 86,9 mil cooperados dedicados à coleta de reciclagem.
Há potencial econômico desprezado no lixo dos brasileiros – o interesse da iniciativa privada é a maior prova: um luxo!
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