EDITORIAL: Petrobras retorna a Sergipe
No rol de investimentos, constam a retomada das operações da Fafen e o programa Sergipe Águas Profundas
A história de Sergipe é dividida em antes e depois da Petrobras. O vultoso investimento anunciado ontem pela presidente da estatal, em presença do presidente Lula, pode dar início a um novo ciclo de desenvolvimento no estado.
Não há exagero na afirmação de que Sergipe viveu ontem um momento histórico. O investimento anunciado de R$ 72,5 bilhões tem o potencial de consolidar o retorno do estado ao centro das grandes decisões estratégicas do Brasil.
No rol de investimentos, constam a retomada das operações da Fafen e o programa Sergipe Águas Profundas. Este programa, aliás, deve gerar impacto de R$ 75,5 bilhões no Produto Interno Bruto (PIB) sergipano ao longo dos próximos 30 anos, além de criar aproximadamente 397 mil empregos, sendo mais de 151 mil vagas diretas, segundo projeções da Fundação Getúlio Vargas.
Há quem diga, precipitadamente, que o projeto Sergipe Águas Profundas jamais sairá do papel. As dificuldades operacionais enfrentadas pela Petrobrás a fim de viabilizar a exploração de jazidas localizadas na bacia Sergipe-Alagoas protelam a efetiva realização da empreitada, até o limite da exaustão. A empresa estatal, no entanto, nunca entregou os pontos. E os investimentos anunciados ontem renovam a esperança.
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