EDITORIAL: Calado como resposta

Mar 1, 2026 - 07:02
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EDITORIAL: Calado como resposta

A medida foi adotada para suprir a ausência de manifestação desses órgãos no prazo inicial estabelecido

 

Quem não deve não teme. A Prefeitura de Aracaju, no entanto, vem fazendo ouvidos de mercador ante certos questionamentos dos órgãos de controle. E, assim, alimenta especulações a respeito de supostos malfeitos.

O Ministério Público Federal (MPF), por exemplo, precisou reiterar os pedidos de informações enviados à prefeitura de Aracaju e à Polícia Municipal, no âmbito da apuração sobre uma operação realizada com pessoas em situação de rua, no último dia 5 de fevereiro, no Centro da capital. A medida foi adotada para suprir a ausência de manifestação desses órgãos no prazo inicial estabelecido.

Questionada, a gestão Emília Corrêa deu calado como resposta. Vídeos disseminados nas redes sociais, contudo, registram uma operação controversa, de viés higienista, na qual cidadãos em situação de rua eram retirados das vias centrais de Aracaju, sob a vigilância da Guarda de Emília.

A atuação do MPF foi motivada por denúncias de que a intervenção realizada nas proximidades da Praça Fausto Cardoso e do Edifício Walter Franco teria resultado na retirada de pertences e barracas de dez pessoas, incluindo gestantes, adolescentes e pessoas com deficiência. Não se trata de evento rotineiro. A prefeita Emília Corrêa precisa se explicar.

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